Vocês acompanham a movimentação em
torno das semanas de moda internacionais? Eu acompanho por pura curiosidade,
MESMO! Gosto demais de ver a criatividade dos designers materializada nas
passarelas, mas, mais que isso, nos últimos anos eu tenho me divertido em
‘xeretar’ o estilo e a personalidade de quem vai aos desfiles e eventos. Certo
que o street style está perdendo sua
característica maior que é a espontaneidade e os looks
estão se tornando cada dia mais exagerados nas formas e carentes no senso
estético. Parênteses importante: Se você acha que estou sendo ranzinza,
pra não dizer coisas feias como ‘recalcada’ ou ‘invejosa’, adjetivos comumente
atribuídos a quem se atreve a criticar it
girls e ‘it pessoas’ do mundo da
moda, vou logo avisando que meu blog não é espaço pra coisas negativas e
palavras pobres de criatividade. Criticar é importante pra gente crescer, agora
o maldizer é absolutamente dispensável. Combinado? Fecha parênteses.
Voltando ao texto, a Ale Garattoni,
que eu entrevistei recentemente, tem mostrado opiniões semelhantes com relação
ao senso estético estampado nas montagens dos looks de quem tem frequentado o
olimpo fashion (hum, metáfora
interessante). E a Ale tem a grande qualidade de sempre soar sóbria e honesta nas
coisas que diz, o que me fez parar pra refletir um pouco mais sobre o assunto.
Nesse contexto, andei bisbilhotando
minhas pastas de imagens de estações passadas e as mais recentes, e, de repente,
uma coisa me saltou aos olhos. Bom, o ponto comum entre todo mundo que
frequenta esses ambientes descolados e cheios de novidades sartoriais é a busca
pela originalidade, seja no estilo como um todo, seja nos detalhes ou na sua leitura de um dado acessório ou
tecido, etc. Porém um item específico tem aparecido em todo tipo de look,
pessoa, blog, foto e parece ter cativado blogueiras e fashion insiders de diferentes línguas: a Boy Chanel. Na tradicional cor preta e nos tamanhos pequeno a
‘grande’, a Boy Chanel tem aparecido em tanta imagem que dá pra montar um ‘mood
board’ só com ela em diferentes apropriações. Definitivamente o modelo virou it bag (mas alguma Chanel consegue não
ser it bag?)
Usar uma Chanel deve ser algo
delicioso, é o que quase todas as meninas que possuem uma gostam de dizer. Esse
‘gostoso’ tem muito a ver com algo que eu já disse há um bom tempo, logo no
começo do blog, sobre bolsas de luxo e o valor simbólico que elas carregam,
além da qualidade e etc. (leia aqui meu texto sobre o tema). E nesse
quesito, não existe problema em todo mundo ter uma igual a sua, pelo menos por
enquanto. Se fosse pensar, hoje, em comprar uma Chanel a resposta imediata
seria ‘não’. Porque? Não acho que case com meu estilo de vida e a mensagem que quero
transmitir com o que visto hoje. Por mais pedante que possa soar, não acho que
uma Chanel de mais de duas mil libras seja um item que mereça ser carregado sob
chuva, dentro de metrô (embora o metro londrino seja democrático e seguro nesse
quesito), cheia de cadernos, folhas soltas, livros e computador, etc. E, bom,
no contexto fora das ‘atividades do dia-a-dia’, o desejo pela Chanel ainda não
brotou.* Enfim, acho que seja uma peça que precise de um contexto bacana pra
não ficar esquisita ou, aí sim, pedante! Hoje existem três nomes que traduzem o
que eu gosto de transmitir e o tipo de funcionalidade (e beleza) que eu procuro
nas minhas bolsas: Givenchy, Chloé e Stella McCartney. Morando e trabalhando em Londres eu posso me levar
mais longe nas minhas vontades, posso visitar as lojas físicas e experimentar
as peças com facilidade e sem pudores sociais, mas sempre com sobriedade. É só uma
questão de contexto e cada uma de nós tem o seu: onde trabalha, como trabalha,
o que gosta, como casa seu gosto com a prática, etc. Aliás, pra gente perder o
medo de desejar: esse blog e a paisagem das nossas vontades, expressem vocês
como puderem, servem pra isso, pra gente caprichar nos desejos sem medo do que
possam ‘achar da gente’, sem medo de dizer ‘sim, eu gosto, sim, eu quero’. Sem
medo!
E, agora, o que eu quero perguntar a
vocês depois dessa enorme introdução é: o que vocês acham que a Boy Chanel tem
pra cativar tantas adeptas? Como elas transmitem no seu estilo
pessoal o que a bolsa significa pra elas? Será que posso perguntar isso a elas?
Posso responder com 3456 argumentos, mas gostaria (curiosa além da conta) de ouvir
a voz delas sobre isso.
***
Ok, I admit: I’m quite lazy today so I won’t
write that much in English as I’ve spent my linguistic and typographical energies
in my Portuguese text.
Browsing images of street style from past and
most recent fashion weeks (in different languages, of course) one thing sort of
caught my attention: the Boy Chanel.
It seems to have become a major ‘bag crush’ to a whole sort of it girls and
fashion insiders. That made me think about my taste for bags and why I haven’t
bought a Chanel so far. The conclusion? I ridiculously don’t actually want one
simply because it just wouldn’t fit my life style and sartorial statements at
the moment – by that I obviously also mean the price tag which makes the bag
really, really heavy, if you know what I mean. But it also remembered me of something I wrote ages ago - ok, not ages, a few months ago - about luxury bags and the feelings and imaginary they implicitly carry. (click here for the text)
So why is this bag a major hit? Why do so many
girls want one or have one? What makes it ‘ok’ for everybody to have the same
bag in a context where people are actually trying to be exclusive in what they
wear, show, express? ‘Ok, it’s a Chanel bag, Gabi, that kinds of concludes the
whole point of this text' one might tell me. But does it really? I really want
to ask owners of this precious item what they feel and why they’ve chosen it to be theirs. Wish me luck!
Alexandra Pereira |
Chiara Ferragni |
Juliana Ali (Brazilian blogger) |
Camille Charriere |
Lala Noleto (Brazilian blogger) |
Marjory Harvey |
Thassia Naves (Brazilian blogger) |
Source: click on the images for their original link.
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ReplyDeleteOi Gabi! Acho que é a primeira vez que eu comento aqui... mas vamos lá! Eu, se pudesse, com certeza absoluta compraria uma bolsa Chanel - acho que valem cada centavo por serem de alta qualidade, lindas, por serem iconicas, enfim, por mil razões.
ReplyDeleteAgora, sobre praticamente todas as maiores blogueiras e it girls terem escolhido o mesmo modelo, acho meio blé e entendiante. Não estou dizendo que TODAS as pessoas que compraram essa bolsa são isso ou aquilo, mas conhecendo o mundinho dessas meninas (principalmente no Brasil), provavelmente o fato da maioria usar os mesmos acessórios e até mesmo os mesmos produtos e roupas, é puro marketing ou copy+paste de alguma it girl internacional mesmo. Enfim, essa é só a minha opinião ;-) Bjocas!