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25 September 2013
21 September 2013
Winter buddies!
Depois de 7
anos de Rio (oh cidade maravilhosa da qual morro de saudades!) posso dizer que
vivi sete anos de puro tropicalismo sartorial – Vans e os tênis maravilhosos (e
agora extintos) da New Order eram os meus sapatos mais fechados. O resto eram
sapatilhas, Havaianas e sandálias – use a imaginação.
Logo que me
mudei pra Londres, em setembro de 2011, vivi uma semana de intenso calor, mas
falo de calor mesmo! Peguei o avião de Havaianas e elas permaneceram nos meus
pés por mais alguns dias desde que saí do Heathrow. Óbvio que eu reclamei, quem
não reclamaria? Queria sentir menos calor, veja, eu disse ‘menos calor’, que
não é o mesmo que ‘frio’.
Londres me
atendeu e bem rápido: na semana seguinte, literalmente, frio, nebulosidade,
chuva, frio, vento, vento, chuva, nebulosidade, um tiquinho de sol, mais
chuva... Meu primeiro inverno aqui foi tranquilo, não reclamei, não resmunguei
até porque não sou do tipo que atualiza timeline do Face no melhor estilo
‘Clima Tempo’ acompanhado de doses cavalares de mau humor e reclamações. Eu
lido bem com temperaturas extremas. Mas meu segundo inverno aqui foi um teste
de paciência. Sabem aquela headline clássica de previsão do tempo ‘e esse foi o
inverno mais frio dos últimos mil anos’? Então, aconteceu por aqui. Fez muito
frio, nevou demais, choveu demais, foi tudo demais.*
Depois da
experiência do último inverno, ou melhor, durante a experiência dele, eu
aprendi algumas lições muito valiosas sobre o frio. Eu andava ‘semi-nua’
segundo uma amiga fashionista daqui.** Usava casacos finos, luvas abertas
(daquelas que deixam os dedinhos de fora) até comprei duas botas de couro da
Tory Burch (as únicas que me serviram tanto em tamanho quanto em estilo), que
eram de cano longo e eu não gostava, não mesmo, mas me mantinham aquecida.
Sabe aquelas fotos lindas do Stockholm Street Style em que as mulheres
aparecem fabulosas de escarpin e um casaco lindo, porém fino, sem meias, sem
botas, sem luvas (ou com luvas) no meio da neve? Isso é ilusão. Quase fotoshop,
uma magia que só essas mulheres possuem de conseguir abstrair dos termômetros
em nome do estilo.*** Se você vir qualquer post da Garance Doré sobre o
assunto vai entender como a realidade realmente se impõe, pra poupar seu tempo
na procura, recomendo ver esse aqui e esse aqui. Nós, pessoas normais,
adaptáveis, porém nem tanto, nem sempre conseguimos desfilar nossos Manolos por
aí com as unhas dos pés roxinhas de tanto frio.
O que eu
fiz? Depois de muito pesquisar durante o inverno e até no outono (que já estava
congelante), consegui encontrar alguns ‘buddies’ que se tornaram verdadeiros
companheiros na divertida batalha cotidiana contra o frio.**** E isso é a maior
dica que posso dar a você, caso se encontre em situação parecida: pesquisem e
se adaptem! Mas com aquele T bem grande de quem está, na verdade, se
divertindo! Foi assim que encarei as mudanças tão bruscas no meu cotidiano e no
meu guarda-roupa. Tente encontrar aquilo que mais se adequa não apenas ao seu
corpo, mas ao seu bolso e principalmente ao seu estilo de vida, seu ritmo
(sábias palavras de Scott Schuman!). Saltos são lindos, mas pra andar na neve e
na chuva? Meias existem por algum bom motivo, então não deixe seu parzinho em
casa, até Elin Kling as usa! (rsrs) Gorros, casacos descolados, pra que serve a
moda senão pra te mostrar tantas e muitas outras opções à monotonia dos dias
frios e sem muitas saídas?
Esses
senhores bonitos aqui embaixo foram meus ‘winter buddies’ do inverno passado e
continuarão a ser nesse próximo. Acabei de tirá-los do armário, porque o
frio já chegou, não com tanta força, mas sandálias não cabem mais na pintura do
clima e sapatilhas estão se tornando desafio por causa da chuva.
Da esquerda
pra direita: Sneakers de couro e cano alto, Lanvin – os MELHORES pra se andar
na neve e na chuva londrina (lembrando que neve aqui não é como na
Escandinávia, ok?) / Donna Ankle Boots, Alexander Wang (porque salto é
interessante quando se tem 1,57m) / Alma Texture Low Bootie, Acne (perfeita, só
isso).
E essas
bonecas aqui vieram comigo do Brasil depois da minha última visita, em junho
desse ano. Ainda não estreei, mas tenho certeza que serão apreciadas em breve. São
da Arezzo, de onde mais?
Adoro quando o sapato fica com aquela cara de usado, mas bem cuidado, sabe o que quero dizer? Aos poucos vou escrever mais sobre as delícias e os desafios de se (con)viver com esse clima tão 'típico' daqui.
E você, que
mora aqui no hemisfério norte ou no sul, como se adapta a cada estação? Seu
guarda-roupa também é sazonal por imposição climática? Me conta!
*Pra quem
não sabe, Londres não esta preparada pra neve em pequenas ou grande
quantidades, a cidade para literalmente. E isso, alias, é uma piada bem comum
sobre a incapacidade inglesa de saber lidar com a neve.
**Sim,
Aninha, essa é você.
***
Acreditem em mim: já vi mulheres de mini saia e Manolos em dia de -5C aqui em
Londres. Como elas estavam? Com os poros gritando de tanto arrepio e calafrio,
os queixos batendo, mas com as perninhas de fora.
**** Eu sou
professora assistente no King’s College London e dou aulas nos semestres de
outono-inverno, logo, dei aulas com ou sem neve às 9 da manha, que significa
‘madrugada’ no inverno daqui.
17 September 2013
Accessory essentials.
Meu combo cotidiano de acessórios. Coisas
que, em pequenos detalhes, dizem bastante sobre mim.
A pulseira de ouro em corrente é da
minha mãe, que me deu de presente na minha última visita ao Brasil: tem coisa
melhor do que usar aquele objeto que tem o cheiro e o carinho de quem a gente
mais ama?
A pulseira fininha com um pingente em argola é
bijux da &Other Stories: vou mostrar mais um achado da marca (filhote mais
novo do conglomerado sueco que também é dono da H&M e COS, sabiam?).
Os anéis com formatos geométricos
são de ouro, feitos a mão, pela designer norte-americana Monika Reed
(**suspiros**). Ela não apenas tem um talento especial pra delicadeza e
sutiliza em ouro e prata, mas também é uma pessoa super doce e gentil. Vou
fazer um post só sobre ela a seguir!
O relógio, pra não faltar aquela
mistura meio pop-trend, é um clássico Michael Kors. Clássico, porque em matéria
de ‘relojoalheria’ o designer nova yorkino é inspiração.
E a iluminação é natural! Um pouco
de sol inglês, pra vocês não acharem que ele não aparece por aqui!
Mas e você (pra singularizar), o que
te acompanha no seu dia-a-dia?
2 September 2013
Cabelo, cabelo meu...
Assunto de
hoje: cabelo!
Quando o
tema é esse Garance Doré é especialista, não só pra torcer o nariz pro seu
cabelo indócil, mas pra dar dicas bacanas sobre tratamentos com queratina e
outros produtos para cabelos, digamos, indóceis (!). Meu caso é um pouco
diferente, porque não faço tratamentos químicos pra modificar a textura dos
fios ou pra melhorá-las, aliás, até faço, uma vez por ano! Explico.
Algumas
pessoas andaram me perguntando sobre meu cabelo ultimamente. Confesso que a maioria
das perguntas vem das minhas amigas europeias que tem aquela fascinação
inquietante por cabelos ondulados. E meus cabelos são extremamente ondulados.
Mas, segundo meu hair stylist, com
raiz lisa, o que facilita na hora de cuidar. Meus fios são de espessura mediana
e aceitam facilmente qualquer produto e tipo de escovação, então não posso
chamá-los de indóceis. A não ser quando o assunto é umidade... (risos).
Há três
anos tenho deixado os fios bem longos, com pouca variação no corte. Acreditem
se quiser, mas mesmo tendo morado 7 anos no Rio de Janeiro e estando há dois em
Londres, eu só corto cabelo com um único profissional, que me acompanha há
muitos anos, desde que eu só mantinha os fios super curtos (com direito a nuca
de fora!). O salão, Espaço Vip by Mauro Santos, fica em Guaratinguetá, minha
cidade natal, e foi criado e é dirigido pelo maravilhoso Mauro Santos que tem
mãos, e tesouras, de ouro! Além de ser uma companhia divertidíssima.
Então vamos lá, como cuido das minhas longas
madeixas:
1. Alimentação
Minha
primeira preocupação pra qualquer aspecto do meu corpo, inclusive cabelos. Não
adianta investir pesado em produtos maravilhosos se a saúde dos fios não
estiver em dia. Caso esteja passando por um momento de crise estética (ou não)
vale procurar uma nutricionista pra rever o que está acontecendo.
2. Produtos
de primeira
Mauro
sempre diz ‘não adianta fazer tratamento profissional, se em casa seu shampoo é
amador’, parafraseando. Então eu invisto em produtos bons (mesmo) que casam com
meu cabelo e reforçam os traços positivos dele. Faz tempo que tenho usado o
Kiehl’s Amino Acid Shampoo que possui óleo de coco e aminoácidos. Só ele já
hidrata demais! Acompanho do condicionar da mesma linha, mas desde que voltei
da França tenho usado o condicionador de camomila da Klorane. Camomila porque da mais brilho pros fios mais claros do meu cabelo, que varia de um castanho escuro ao mais claro. Mas condicionador
uso muito pouco, apenas para desembaraçar os fios durante a lavagem, já que
depois de lavado não passo perto de pente nem escova, senão as ondas vão
embora.
![]() |
Dica: quem
tem cabelo ondulado e até cacheado não deve pentear os fios quando secos, senão
o formato se vai e aí só fica o volume. Eu penteio durante o banho com um pente
largo de silicone.
3. Creme
para pentear.
Que na
verdade só tem nome, porque a gente sabe bem que não penteia nada. Bom, eu pelo
menos nunca penteio. Mauro me indicou esse da linha Absolut Control Expert da
L’Oreal que eu simplesmente não consigo não usar mais. Há alguns (muitos) anos
eu usava um leave in maravilhoso do
Boticário, que era a base de mel e avelã, mas eles tiraram de linha há uns 3-4
anos e nunca mais fabricaram. Uma perda lamentável e chata. O Absolut
Control deve ser usado em dosagem pequena e logo após a lavagem. Muita gente
que precisa de creme para pentear reclama que os fios ficam oleosos: olha, só
ficam oleosos se você abusar do produto ou usar um produto ruim. Eu nunca tive
problema algum com oleosidade, mas também tenho cabelo normal a seco, não tenho
traços de oleosidade nem no cabelo nem na pele. Por isso indico uma visita a seu hair stylist e pedir ajuda caso se sinta
muito perdida com relação a isso.
4. Aspecto
natural
Esse é meu
mote pra tudo na vida. Gosto de looks mais leves e naturais, maquiagem básica,
cabelos leves e naturais, coisa em que, aliás, as francesas se tornaram experts
há décadas. Então evito alisamentos e qualquer tratamento químico que mude a
estrutura dos fios, mas faço por opção pessoal, ok? Cada um se adapta ao seu
próprio gosto, então não importa o que você faça, faça sempre com carinho e
cuidado e lembre-se de que se trata de você em primeiro lugar.
A única
química que vez em quando aplico é uma leve progressiva na raiz, a base de
queratina e aminoácidos, que não alisa, mas tira aquele frizz chatinho. Isso
basta pra dar mais equilíbrio e viço dos fios, sem maltratá-los.
| Foto do meu Instagram @gabicavalheiro, me acompanhe por lá e aproveite pra ver nas outras fotos, com melhor iluminação, os tons mais claros no meu cabelo. |
5 August 2013
Colorindo!
Há uns dois
meses (mais ou menos) quando de férias no Brasil, uma amiga mais que querida me
recebeu em sua casa (aliás uma graça de casa e de recepção!) para fazermos
minha análise de coloração pessoal por meio do Método Sazonal Expandido, desenvolvido
pela Ilana Berenholc. ‘Mas o que significa isso?’ vocês devem estar me/se
perguntando, certo? No site institucional da minha amiga, Cris Bedendo, vocês
encontram todas as informações específicas bem explicadinhas sobre o que
consiste a análise e qual sua real função. Acho que para os efeitos desse
texto, basta eu dizer que cada um de nós possui uma variação de cores que, eu
diria, mais nos faz bem! Como? Tratam-se das cores que mais valorizam nossa
própria coloração pessoal, ou seja, nosso tom de pele, cabelo, olhos, lábios e
ate o formato do nosso rosto. Meu resultado foi a Primavera Intensa que, não
sou boba de não me gabar, é uma tabela linda com cores super suaves e ao mesmo
tempo marcantes.
Logo que
minha tabela foi definida pela Cris me surpreendi com algumas cores, mas outras
eu já havia percebido serem minhas ‘amiguinhas’ no quesito ‘me colocar pra
cima’, se é que vocês me entendem. E sabem o que foi mais gostoso (e um alívio,
sejamos honestas?)? Perceber que algumas cores as quais não são muito do meu
gosto não estão presentes naquela tabelinha magica! **risos**
Pensem
nessa tabela como uma aliada e não uma listagem de regras coloridas. Adaptar ou
não ao seu estilo e gosto cabe apenas a vocês, mas adianto: vale a pena e
muito! Há algumas surpresas durante o processo e se você tem um olhar um pouco
mais sensível e atento, vai conseguir enxergar junto com a pessoa que fizer sua
análise (se ela for atenciosa e explicar cada passo como faz a Cris) que há
cores que, realmente, são especialmente chatinhas e podem derrubar a gente.*
Pensando
nisso andei revendo meu armário e dando uma analisada no que eu já tinha que
casava com minha tabela. Alegria boba foi descobrir que minha tabela parecia
estar quase que toda ali na minha frente estampada nas minhas coisas, bastava
eu observar com cuidado. É claro que há cores que não estão na tabela que eu
amo e não vou deixar de usar com o azul marinho! E é isso que chamo de
‘adaptar’. Pra isso boas doses de criatividade e sensibilidade serão mais do
que suficiente pra você aderir - ou não - à sua tabela.
Eu gosto de
pensar que nesse universo a gente não pode ter medo de brincar. Garance Doré
(queridíssima) gosta muito de dizer isso, que vestir-se deve, antes de tudo,
ser divertido. Então se você anda numa monotonia de cores, texturas ou naquela
fase do ‘não tenho nada pra vestir hoje’ diante de um closet/armário abarrotado
de tudo que se possa imaginar, eu indico re-pensar um pouco nas cores que você
tem. E porque não buscar uma profissional e fazer sua análise de coloração
pessoa?
Ahh,
detalhe bacana: durante a análise vimos também os metais que mais casam com
minhas cores naturais e o resultado felizmente foi bastante misto, ouro + prata
+ brilho. (o brilho eu deixo um pouco ofuscado por hora...)
Resolvi fotografar
algumas das cores que tenho junto com minha tabela pra vocês espiarem e verem
como é fácil brincar de colorir quando se é gente grande!
PS: a idéia
é a gente pensar nas cores e não nas peças como um todo, ok? Por isso elas
aparecem apenas em detalhes nas fotos que, me perdoem, vem numa coloração meio
amareladinha devido a iluminação artificial. Por que a ansiosa aqui não
conseguiu deixar pra postar amanhã de manha! (na verdade não terei tempo...)
A tabela
A tabela
vem numa bolsinha linda de veludo que a mocinha aqui perdeu em alguma bolsa e
ainda não encontrou, então por enquanto guardo a minha dentro dessa bolsinha da
Kipling, que, não por acaso vem numa das cores da tabela!
Acessórios
para que os quero... e 'make up' também.
Gorro de
angorá Cos, capa para Iphone em couro Mulberry (a cor dessa capinha se chama ‘pistachio’...)
Gorro de lã
Cos
Anel de
prata e quartzo verde (das poucas coisas verdes que eu tenho)
Bracelete Anna Dello Russo for H&M (eu rio sempre que uso esse bracelete! Ele reúne cores da tabela e metais também!)
Sandália de couro em ‘animal print’ Ugg
Esmalte Granado ‘Lana’
Esmalte Essie ‘Sand Tropez’
Roupas, roupas, roupas.
Jaqueta de couro Vintage New Look
Camiseta Kenzo Paris (essa camiseta tem alguns meses e eu nunca adivinharia que essa cor seria um ‘thumbs up’!)
Saia de algodão com detalhes dourados H&M
Blusa em estamparia Maria Filó (estampa mágica!)
Camiseta básica Elin Kling for Guess by Marciano (preto, branco e cinza são meu uniforme no quesito camiseta)
E então,
convenci vocês de que colorir não é só brincadeira de criança?
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