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4 November 2013

The day I fell in love with Jimo Salako.

Esse tema era pro dia de amanha, mas como amanha eu completo mais um aninho de vida (hurray!) resolvi adiantar esse post super carinhoso e que tem tudo a ver com esse clima de renovação de energias que é a virada do ano na vida de alguém.

Se você acompanha o Gato deve ter visto há alguns dias um post com uma foto minha nas mãos de um artista: Jimo Salako.
Estava super cansada do meu cabelo, que está super longo, mas não queria cortar, mudar a textura dos fios (leia-se alisar, nem pensar) e muito menos mudar a cor (eu nunca tingi o cabelo, jamais, eu amo minha cor natural)
 O desafio estava lançado: como mudar o formato dos fios sem apelar pra qualquer química ou corte radical, lançando mão apenas da habilidade de um ótimo cabeleireiro, ou melhor, hair stylist?

Eis que numa das minhas espiadas no site da Garance Doré surge uma entrevista dela com a maravilhosa Yasmin Sewell (googlem-na), que, não por acaso, tem os fios muito (muito) semelhantes aos meus quando eu os mantinha mais curtos. Na entrevista (clique aqui pra lê-la) Yasmin conta onde trata o cabelo, com Jimo no Salako London, em Londres. Eu pulei no sofá ‘Londres??’, essa era minha chance!! Corri pra agendar um horário achando que seria impossível, afinal era o hair stylist da Yasmin Sewell, mas muito me enganei, consegui horário super fácil por alguém que me atendeu com muita delicadeza ao telefone (primeiro ponto a favor).

O salão é super discreto, clean, limpo (ambiguidades a parte), super bem decorado, revistas de fotografia artística por todo lado. Uma atendente me colocou no sofá, acompanhada de um chá gelado, enquanto esperava pelo famoso Jimo. Eis que ele surge, calmo, sorridente e exalando boas energias! Foi quase um amor à primeira vista!
Na cadeira, em frente ao espelho (divã), preferi deixar Jimo começar a conversa enquanto mexia no meu cabelo, pra lá e pra cá.  E em meia hora estávamos em sintonia, ele sabia exatamente o que eu queria! Depois de lavar (com aquela massagem maravilhosa) Jimo veio com calma, sempre super sorridente e cheio de perguntas intrigantes. Falamos sobre o amor no Ocidente, trabalhos fotográficos, capas da Vogue Paris (Jimo é responsável pelo styling de várias capas da Vogue Paris e UK...), rimos dos políticos ingleses, ele me indicou uma linha de produtos naturais maravilhosos (indicação da Yasmin, à qual já aderi), eu expliquei minha opinião sobre a moda, ele concordou e me deu a dele, tomamos um café e, de repente, depois de 3 horas (!!!!), que se passaram como minutos meu cabelo estava simplesmente di-vi-no.

Sem escovar, sem técnicas mirabolantes, com as mãos em movimentos super leves e sutis, o corte surgiu de forma quase orgânica. E eu me apaixonei de vez. Jimo é uma das pessoas mais simples e gentis que já conheci na vida, criativo e empolgante, culto e inteligente. Não tem como ter insegurança nas mãos dele. E a gente sabe muito bem que cabelo, quando maltratado por alguém, pode deixar a gente bem pra baixo...
E esse foi o dia em que eu me encantei pelo Jimo Salako....

 Clique no nome dele em qualquer parágrafo acima pra acessar o site oficial do salão. Clicando aqui vocês acessam o portfolio que é parte do site, com alguns dos trabalhos dele.


O resultado: energias renovadas, pazes feitas com o espelho, felicidade de conhecer mais uma pessoa especial nessa minha vida londrina, vontade de inspirar todo mundo com coisas boas! 











25 September 2013

Happy Anniversary, Gabi + London.





Today's my second London anniversary! And what a better way to celebrate than this? The moon blessing my home, sweet home!

21 September 2013

Winter buddies!


Depois de 7 anos de Rio (oh cidade maravilhosa da qual morro de saudades!) posso dizer que vivi sete anos de puro tropicalismo sartorial – Vans e os tênis maravilhosos (e agora extintos) da New Order eram os meus sapatos mais fechados. O resto eram sapatilhas, Havaianas e sandálias – use a imaginação.

Logo que me mudei pra Londres, em setembro de 2011, vivi uma semana de intenso calor, mas falo de calor mesmo! Peguei o avião de Havaianas e elas permaneceram nos meus pés por mais alguns dias desde que saí do Heathrow. Óbvio que eu reclamei, quem não reclamaria? Queria sentir menos calor, veja, eu disse ‘menos calor’, que não é o mesmo que ‘frio’.

Londres me atendeu e bem rápido: na semana seguinte, literalmente, frio, nebulosidade, chuva, frio, vento, vento, chuva, nebulosidade, um tiquinho de sol, mais chuva... Meu primeiro inverno aqui foi tranquilo, não reclamei, não resmunguei até porque não sou do tipo que atualiza timeline do Face no melhor estilo ‘Clima Tempo’ acompanhado de doses cavalares de mau humor e reclamações. Eu lido bem com temperaturas extremas. Mas meu segundo inverno aqui foi um teste de paciência. Sabem aquela headline clássica de previsão do tempo ‘e esse foi o inverno mais frio dos últimos mil anos’? Então, aconteceu por aqui. Fez muito frio, nevou demais, choveu demais, foi tudo demais.*

Depois da experiência do último inverno, ou melhor, durante a experiência dele, eu aprendi algumas lições muito valiosas sobre o frio. Eu andava ‘semi-nua’ segundo uma amiga fashionista daqui.** Usava casacos finos, luvas abertas (daquelas que deixam os dedinhos de fora) até comprei duas botas de couro da Tory Burch (as únicas que me serviram tanto em tamanho quanto em estilo), que eram de cano longo e eu não gostava, não mesmo, mas me mantinham aquecida. Sabe aquelas fotos lindas do Stockholm Street Style em que as mulheres aparecem fabulosas de escarpin e um casaco lindo, porém fino, sem meias, sem botas, sem luvas (ou com luvas) no meio da neve? Isso é ilusão. Quase fotoshop, uma magia que só essas mulheres possuem de conseguir abstrair dos termômetros em nome do estilo.*** Se você vir qualquer post da Garance Doré sobre o assunto vai entender como a realidade realmente se impõe, pra poupar seu tempo na procura, recomendo ver esse aqui e esse aqui. Nós, pessoas normais, adaptáveis, porém nem tanto, nem sempre conseguimos desfilar nossos Manolos por aí com as unhas dos pés roxinhas de tanto frio.

O que eu fiz? Depois de muito pesquisar durante o inverno e até no outono (que já estava congelante), consegui encontrar alguns ‘buddies’ que se tornaram verdadeiros companheiros na divertida batalha cotidiana contra o frio.**** E isso é a maior dica que posso dar a você, caso se encontre em situação parecida: pesquisem e se adaptem! Mas com aquele T bem grande de quem está, na verdade, se divertindo! Foi assim que encarei as mudanças tão bruscas no meu cotidiano e no meu guarda-roupa. Tente encontrar aquilo que mais se adequa não apenas ao seu corpo, mas ao seu bolso e principalmente ao seu estilo de vida, seu ritmo (sábias palavras de Scott Schuman!). Saltos são lindos, mas pra andar na neve e na chuva? Meias existem por algum bom motivo, então não deixe seu parzinho em casa, até Elin Kling as usa! (rsrs) Gorros, casacos descolados, pra que serve a moda senão pra te mostrar tantas e muitas outras opções à monotonia dos dias frios e sem muitas saídas?

Esses senhores bonitos aqui embaixo foram meus ‘winter buddies’ do inverno passado e continuarão a ser nesse próximo. Acabei de tirá-los do armário, porque o frio já chegou, não com tanta força, mas sandálias não cabem mais na pintura do clima e sapatilhas estão se tornando desafio por causa da chuva.


Da esquerda pra direita: Sneakers de couro e cano alto, Lanvin – os MELHORES pra se andar na neve e na chuva londrina (lembrando que neve aqui não é como na Escandinávia, ok?) / Donna Ankle Boots, Alexander Wang (porque salto é interessante quando se tem 1,57m) / Alma Texture Low Bootie, Acne (perfeita, só isso).











E essas bonecas aqui vieram comigo do Brasil depois da minha última visita, em junho desse ano. Ainda não estreei, mas tenho certeza que serão apreciadas em breve. São da Arezzo, de onde mais?







Adoro quando o sapato fica com aquela cara de usado, mas bem cuidado, sabe o que quero dizer? Aos poucos vou escrever mais sobre as delícias e os desafios de se (con)viver com esse clima tão 'típico' daqui.

E você, que mora aqui no hemisfério norte ou no sul, como se adapta a cada estação? Seu guarda-roupa também é sazonal por imposição climática? Me conta!







*Pra quem não sabe, Londres não esta preparada pra neve em pequenas ou grande quantidades, a cidade para literalmente. E isso, alias, é uma piada bem comum sobre a incapacidade inglesa de saber lidar com a neve.
**Sim, Aninha, essa é você.
*** Acreditem em mim: já vi mulheres de mini saia e Manolos em dia de -5C aqui em Londres. Como elas estavam? Com os poros gritando de tanto arrepio e calafrio, os queixos batendo, mas com as perninhas de fora.

**** Eu sou professora assistente no King’s College London e dou aulas nos semestres de outono-inverno, logo, dei aulas com ou sem neve às 9 da manha, que significa ‘madrugada’ no inverno daqui.

17 September 2013

Accessory essentials.



Meu combo cotidiano de acessórios. Coisas que, em pequenos detalhes, dizem bastante sobre mim.







A pulseira de ouro em corrente é da minha mãe, que me deu de presente na minha última visita ao Brasil: tem coisa melhor do que usar aquele objeto que tem o cheiro e o carinho de quem a gente mais ama?

 A pulseira fininha com um pingente em argola é bijux da &Other Stories: vou mostrar mais um achado da marca (filhote mais novo do conglomerado sueco que também é dono da H&M e COS, sabiam?).

Os anéis com formatos geométricos são de ouro, feitos a mão, pela designer norte-americana Monika Reed (**suspiros**). Ela não apenas tem um talento especial pra delicadeza e sutiliza em ouro e prata, mas também é uma pessoa super doce e gentil. Vou fazer um post só sobre ela a seguir!

O relógio, pra não faltar aquela mistura meio pop-trend, é um clássico Michael Kors. Clássico, porque em matéria de ‘relojoalheria’ o designer nova yorkino é inspiração.

E a iluminação é natural! Um pouco de sol inglês, pra vocês não acharem que ele não aparece por aqui!


Mas e você (pra singularizar), o que te acompanha no seu dia-a-dia?